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08/02/2008

07/02/2008

Meu Templo, Teus Braços


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DEUS E HUXLEY


SER – Deus existe. Esse é o fato primordial. É com a condição de que possamos descobri-lo sozinhos, por experiência própria, que nós também existimos. A finalidade e o propósito de cada ser humano é o conhecimento unitivo de Deus.

Qual é a natureza da existência de Deus? A invocação na oração Pai Nosso nos responde: “pai nosso que estais no céu”. Deus existe e é nosso, imanente em cada ser sensível, a vida de todas as vidas, o espírito que anima cada alma. Mas isso não é tudo. Deus é também o Criador transcendente e Doador da Lei, o Pai que ama e, porque ama, também educa suas crianças. Finalmente, Deus está “no céu”. O que significa ser ele possuidor de um modo de ser incomensurável com o dos seres humanos em suas condições naturais, não-espiritualizadas. Sendo Deus nosso e imanente, está muito próximo de nós, mas, estando Ele também nos céu, a maioria de nós está muito distante Dele. É por meio da prece que os homens chegam ao conhecimento profundo de Deus. Mas uma vida de preces é também uma vida de mortificações, de morte do “eu”. E não poderia ser de outra forma, pois quanto mais espaço houver para o “eu”, menos haverá para Deus. Nosso orgulho, nossa ansiedade, nossa cobiça pelo poder e pelo prazer são coisas que encobrem Deus. Como também o ambicioso apego a certas criaturas, considerado muitas vezes uma ausência de egoísmo, mas que deveria ser chamado de não altruísmo, e sim de alter-egoísmo. Qualquer serviço de aparente auto-sacrifício prestado a qualquer causa ou ideal que se afaste do divino esconde um pouco Deus. Tal serviço é sempre idolatria e torna impossível o culto a Deus como deve ser, bem como seu conhecimento. O reino de Deus não pode aproximar-se, a menos que comecemos a afastar nossos reinos humanos. Não somente os reinos loucos e obviamente maléficos, como também os respeitáveis –os dos escribas e fariseus, dos bons cidadãos e pilares da sociedade, não menos do que os dos homens de negócios e pecadores. A existência de Deus não pode ser percebida por nós se optamos por prestar nossa atenção e oferecer nossa fidelidade a alguma outra coisa, por mais respeitável que essa coisa possa parecer aos olhos do mundo.
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BELEZA – A beleza surge quando as partes de um todo estão relacionadas entre si e com a totalidade de forma que a apreendemos de maneira ordenada e significativa. Mas a origem primária da ordem é Deus, e Deus é o significado definitivo e mais profundo de tudo que existe. Deus, então, está manifesto no relacionamento que embeleza as coisas. Ele reside naquele adorável intervalo que harmoniza os eventos em todos os planos, onde descobrimos a beleza. Nós O apreendemos nas plenitudes e vazios alternados de uma catedral; nos espaços que separam as características proeminentes de um quadro; na geometria viva de uma flor, de uma concha do mar, de um animal; nas pausas e intervalos entre as notas musicais, em suas diferenças de tom e sonoridade; e, finalmente, no plano de conduta, no amor e gentileza, na confiança e na humildade que embelezam as relações entre os seres humanos.

Essa é, então, a beleza de Deus, como a apreendemos na esfera da criação. Mas é possível para nós também apreendê-la, pelo menos de alguma forma, pelo que realmente é. A visão beatífica da beleza divina é o conhecimento, por assim dizer, do Intervalo Puro, do harmonioso relacionamento, independente do que estiver relacionado. Uma feição material da beleza-em-si-mesma seria o entardecer do céu sem nuvens, que achamos inexprimivelmente belo, muito embora sem possuir qualquer arranjo preconcebido, pois não se distinguem nele quaisquer partes a serem harmonizadas. Nós o achamos belo porque é um emblema da Clara Luz Infinita do Vazio. Chegamos ao conhecimento desse intervalo puro somente quando tivermos aprendido a mortificar o apego às criaturas, e, acima de tudo, a nós mesmos.

A feiúra moral surge quando a auto-afirmação destrói o relacionamento harmonioso que deveria existir entre os seres sensíveis. Analogamente, a feiúra estética intelectual surge quando uma parte de um todo é excessiva ou deficiente. A ordem é perturbada, o significado distorcido, e, conseqüentemente, a relação divina entre coisas ou pensamentos é, então, substituída por uma relação errônea – um relacionamento que manifesta simbolicamente não a imanente e transcendente fonte de toda a beleza, mas a caótica desordem que caracteriza as criaturas quando tentam viver independentemente de Deus.
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AMOR – Deus é Amor, e há momentos abençoados quando, mesmo aos seres humanos pecaminosos, é concedido conhecê-Lo como Amor. Mas é somente nos santos que este conhecimento se torna seguro e contínuo. Por quem ainda está nos primeiros estágios da vida espiritual, Deus é apreendido predominantemente como Lei. É por meio da obediência ao Deus doador da lei que finalmente chegamos a conhecer o Deus Pai Amantíssimo

A lei que devemos obedecer, se quisermos conhecer Deus como Amor, é, ela própria, uma lei de amor. “Tu amarás a Deus com toda tua alma, e com todo teu coração, com toda a tua mente e com toda a tua força. E tu amarás a teu próximo como a ti mesmo.” Não podemos amar a Deus como deveríamos a menos que amemos o próximo como devemos. Não podemos amar nosso próximo como deveríamos a menos que amemos Deus como devemos. E, finalmente, não podemos imaginar Deus como o princípio do amor ativo e Todo-Poderoso enquanto não tivermos aprendido a amá-lo e a nosso próximo.

A idolatria consiste em amarmos uma criatura mais do que amamos a Deus, há muitas espécies de idolatria, mas todas têm em comum a auto-estima. A presença da auto-estima é óbvia nas formas mais grosseiras de indulgência sensual ou na busca da riqueza, poder e glória. De forma menos aparente, mas não menos perniciosa, ela está presente em nossas desordenadas afeições por indivíduos, pessoas, lugares, coisas e instituições. E, mesmo nos mais heróicos sacrifícios dos homens por grandes causas e nobres ideais, a auto-estima tem seu trágico lugar. Pois quando nos sacrificamos por qualquer causa ou ideal que seja inferior ao mais elevado, menor do que o próprio Deus, estamos meramente sacrificando parte de nosso ser pecaminoso em prol de outra parte nossa, que nós mesmos e os outros consideram mais confiável. A auto-estima ainda persiste, ainda nos impede de obedecer perfeitamente ao primeiro dos dois grandes mandamentos. Deus só pode ser perfeitamente amado por aqueles que tenham eliminado as mais sutis e mais nobremente sublimadas formas de auto-estima. Quando isso acontece, quando amamos Deus como devemos e, portanto, quando identificamos Deus com Amor, o perturbador problema do mal deixa de ser relevante, e o mundo temporal é visto enquanto um aspecto da eternidade, de maneira inexpressiva, mas não menos real e segura, a conflitante e caótica multiplicidade da vida se reconcilia na unidade da toda caridade divina.
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PAZ – Juntamente com o amor e a alegria, a paz é um dos frutos do espírito. Mas, também, uma das raízes. Em outras palavras, a paz é uma condição necessária da espiritualidade, tanto quanto seu resultado inevitável. Nas palavras de São Paulo, é a paz que mantém o coração e a mente no conhecimento e amor a Deus.

Entre a paz que é a raiz e a paz que é fruto do espírito, há, entretanto, profunda diferença na qualidade. A paz raiz é algo que todos conhecemos e compreendemos, algo que, se fizermos o esforço necessário, podemos atingir. Se não a atingirmos, jamais avançaremos realmente em nosso conhecimento e Amor a Deus, jamais captaremos algo além de rápido relance daquela outra paz, fruto da espiritualidade. A paz fruto é a que ultrapassa toda compreensão, e isso é porque é a paz de Deus. Só aqueles que se tornam de alguma forma semelhantes a Deus podem esperar experimentar essa paz em sua plenitude duradoura. Inevitavelmente. No mundo das realidades espirituais, o conhecimento é sempre uma função do ser, a natureza do que experimentamos é determinada pelo que somos.

Nos primeiros estágios da vida espiritual, estamos preocupados quase exclusivamente com a paz raiz e com as virtudes morais que a fazem brotar, e os vícios e fraquezas que reprimem seu crescimento. A paz interior tem muitos inimigos. No plano moral encontramos, de um lado, a cólera, a impaciência e toda espécie de violência; e, de outro lado (pois a paz é essencialmente ativa e criativa), toda espécie de inércia e indolência. No plano do sentimento, os grandes inimigos da paz são o pesar, o medo, a ansiedade e toda formidável hoste de emoções negativas. No plano do intelecto encontramos as tolas abstrações e a devassidão da curiosidade negligente. A conquistas desses inimigos, é processo bastante trabalhoso e muitas vezes doloroso, que exige incessante mortificação das tendências naturais e de quase todos hábitos humanos. Por essa razão, em nosso mundo existe tão pouca paz interior entre os indivíduos e tão pouca paz exterior entre as sociedades. Nas palavras de Imitação: “Todos os homens desejam a paz, mas poucos, na verdade, desejam as coisas que a propiciam.”
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SANTIDADE (Holiness) – Whole, hale, holy (completo, vigoroso, sagrado), as três palavras derivam da mesma raiz. Etimológicamente, como de fato, santidade é saúde espiritual, e saúde significa totalidade, integridade e perfeição. A santidade de Deus é o mesmo que sua unidade; e um homem é santo na proporção que se torne sincero, imparcial e perfeito como nosso Pai, no céu, é perfeito.

Por possuirmos somente um corpo, tendemos a acreditar que somos um ser. Mas, na realidade, nosso nome é legião. Em nossa condição ainda pecaminosa, somos seres divididos, com meio coração e mente dupla, criaturas com muitos temperamentos e múltiplas personalidades. E não somos divididos somente com relação a nossa condição pecaminosa; também somos incompletos. Assim como nossa alma múltipla, possuímos um espírito que é uno com o espírito universal. Potencialmente ( pois em sua condição normal ele não sabe quem é), o homem é muito mais que imagina ser. Ele não pode alcançar sua totalidade, a menos que, e quando, se dê conta de sua verdadeira natureza, descubra e libere o espírito que está dentro de sua alma e, dessa forma, se una a Deus.

A não-santidade se manifesta quando permitimos qualquer rebelião ou auto-afirmação de qualquer parte de nosso ser contra aquela totalidade que só nos é permitida por intermédio da união com Deus. Por exemplo, há a não-santidade da sensualidade indulgente, da avareza descontrolada, da inveja, da cólera, da devassidão, do orgulho e ambição mundanos. Mesmo a sensualidade negativa da doença pode constituir-se em ausência de santidade (profanidade) se permitimos que a mente se atenha aos sofrimentos do corpo mais do que absolutamente necessário ou inevitável. No plano do intelecto, há a tola profanidade das desatenções e a forte falta de santidade da curiosidade sobre coisas a respeito das quais não temos qualquer poder de ação construtiva ou terapêutica.

Do nosso estado natural de imperfeição até a saúde e perfeição espirituais, não existe qualquer atalho mágico. O caminho para a santidade é trabalhoso e longo. Ele se desenvolve por meio da vigilância e de prece, mediante contínua defesa do coração, da mente, da vontade e da língua, bem como pela atenção unidirecionada para Deus.
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GRAÇA – As graças são dádivas de auxílio concedidas por Deus a cada um de nós, a fim de que possamos ser assistidos para alcançar nosso objetivo e propósito: o conhecimento unitivo da realidade divina. Tais auxílios são muito raramente tão extraordinários que imediatamente nos conscientizamos de sua verdadeira natureza provinda de Deus. Na grande maioria dos casos, elas são tecidas tão imperceptivelmente na textura da vida comum que não as identificamos como graças, a não ser e até que acolhamos devidamente, recebendo, assim, os benefícios materiais, morais ou espirituais que elas nos trazem. Se não as acolhemos apropriadamente, não recebemos qualquer benefício e permanecemos ignorantes de sua natureza ou mesmo de sua existência. A graça é sempre suficiente, desde que estejamos prontos a cooperar com ela. Se falhamos em fazer nossa parte, preferindo confiar em nossa obstinação e intuição, não recebemos qualquer ajuda das graças que nos são concedidas e, na verdade, impedimos que novas graças nos sejam concedidas. Quando exercida com persistência, a obstinação cria um universo particular impenetravelmente emparedado para a luz da realidade espiritual; e, dentro desses universos particulares, o obstinado prossegue em seu caminho, desamparado e hesitante, de acidente em acidente ou de maldade em maldade. É sobre isso que fala são Francisco de Sales ao dizer que “ Deus não te privou da operação do Seu Amor, mas tu privaste o Seu Amor de tua cooperação. Deus nunca teria te rejeitado se tu não O tivesses rejeitado”.

A orientação quanto à clara e constante consciência do divino só é revelada àqueles que estão muito avançados na vida espiritual. Nos estágios iniciais temos que trabalhar não pela percepção direta das sucessivas graças de Deus, mas pela fé em sua existência. Temos que aceitar como hipótese de trabalho que os acontecimentos de nossas vidas não são meramente fortuitos, mas testes deliberados de inteligência e caráter, ocasiões especialmente tramadas( se adequadamente usadas) para o crescimento espiritual. Agindo de acordo com essa hipótese de trabalho, não trataremos nenhuma ocorrência com intrinsecamente sem importância. Nunca daremos uma resposta sem fundamento ou que seja mera expressão automática de nossa obstinação, mas sempre nos daremos tempo antes de agir ou falar, para considerar qual comportamento estaria mais de acordo com a vontade de Deus, qual seria mais caridoso, mais adequado para alcançar nossos objetivo final. Quando tal atitude se torna nossa resposta habitual aos eventos, que pelo menos algumas dessas ocorrências seriam graças divinas disfarçadas algumas vezes em trivialidades, inconveniências ou mesmo sofrimentos e acusações. Mas se não conseguirmos trabalhar com a hipótese de que a Graça de fato existe, essa Graça será, com efeito, inexistente no que nos disser respeito. Provaremos, por uma via de casualidades, na melhor das hipóteses, ou, na pior delas, a maldade absoluta, que Deus não auxilia os seres humanos, a não ser que eles próprios autorizem.
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ALEGRIA – Paz, amor, alegria – de acordo com São Paulo, esses são os três frutos do espírito. Correspondem muito intimamente, aos três atributos essenciais de Deus, como resumidos na fórmula indiana sat, chit, ananda – existência, conhecimento e bem-aventurança. A paz é a manifestação do ser unificado. O amor é a exteriorização do conhecimento divino. E a bem-aventurança, o correspondente à perfeição, é idêntica à alegria.

Como a paz, a alegria não é somente fruto do espírito, mas, também, sua raiz. Se quisermos conhecer Deus, devemos fazer tudo para cultivar o equivalente mínimo da alegria que nos é possível sentir e expressar.

“Preguiça” é a tradução comum de acedia, que se situa entre os sete pecados mortais da nossa tradição ocidental. É tradução inadequada, pois acedia é mais do que preguiça; significando também depressão e autocomiseração, bem como aquela profunda exaustão do mundo que faz com que fiquemos, nas palavras de Dante, “tristes no doce ar que se regozija ao sol”. Lamentar-se, resmungar, sentir pena de si mesmo, desesperar-se – essas são manifestações da nossa vontade e de rebelião contra a vontade de Deus. E aquele especial e característico desestímulo que experimentamos devido à lentidão de nosso avanço espiritual – que mais é do que um sintoma de nossa vaidade ferida, um tributo pago à alta opinião que temos de nossos próprios méritos?

Estamos contentes quando as circunstâncias são depressivas ou quando somos tentados a cair em autocomiseração, é uma verdadeira mortificação – mortificação muito valiosa por ser tão imperceptível, tão difícil de ser identificada. Austeridades físicas, mesmo as mais suaves, dificilmente podem ser praticadas sem atrair a atenção dos outros; e, por despertar a atenção, aqueles que a praticam são sempre tentados a se envaidecer de seu desprendimento. Contudo, tais mortificações, como abstenção de conversas inúteis, da curiosidade imoral acerca de coisas que não nos dizem respeito e, acima de tudo, da depressão e da autocomiseração, podem ser praticadas sem que ninguém se dê conta. Estarmos sempre alegres pode custar-nos mais esforço do que, por exemplo, sermos constantemente moderados. Embora as pessoas, em geral, nos admirem por refrearmos nossas necessidades de atividades físicas, elas provavelmente atribuirão nossa alegria à nossa boa digestão ou a uma insensibilidade inata. Das raízes de tal segredo e do desprezo de auto-rejeições, surge a árvore cujos frutos são a paz que transmite toda compreensão, o amor de Deus e de todas criaturas pela graça divina, e a alegria da perfeição, da bem-aventurança de eterna e infinita realização.

(Aldous Huxley – autor de “O Admirável Mundo Novo”)

PS.: Aldous Huxley era ateu até metade de sua vida.

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06/02/2008

ÊXTASE


NUNCA PUDE IMAGINAR
AO ACEITAR CONTIGO DANÇAR
QUE O ENTRELAÇAR DE NOSSOS CORPOS
NO ÊXTASE DA ALMA PUDESSE RESULTAR

TU QUE ME CONDUZES PELAS PISTAS
NOITE E DIA DO TEU SECRETO SONHAR
NA MANHÃ ECOS DE TUAS CARÍCIAS
EM SOBRESSALTO ME FAZEM DESPERTAR

QUANDO DO NOSSO SURPREENDENTE ENCONTRO
UM ESBARRÃO QUASE QUE SEM QUERER
DUAS ALMAS NA EXATA E PRECISA SINTONIA
QUE SEMPRE SE BUSCARAM EM CORPOS TANTOS

TU ME CONDUZINDO DESTA VEZ
NÃO MAIS NAS PISTAS DOS TEUS SONHOS
LEVANDO MEU CORPO JUNTO AO TEU AGORA
TODAS VARIANTES DA MELODIA DO AMOR

TU BUSCANDO INCESSANTEMENTE
POR TUA LINDA DAMA DAS NOITES
DANÇANDO TODAS ENCANTANTES MULHERES
APAIXONANDO APAIXONANTES APAIXONADAS

EU DERRAMANDO MINHA ALMA
CÁLIES RECEBENDO PORÇÕES APENAS
CÁLICES DE TAMANHOS TANTOS
NENHUM CÁLICE APTO A RECEBER
O FLUIR D’ALMA MINHA...

ENTRE UM MÁGICO PASSO E OUTRO
ME DESCOBRI LOUCAMENTE MULHER
COMPLETA MULHER SEM PUDORES
TU TE EMBREAGASTES COM MEU CHEIRO
SECRETA ROSA ENTRE TUAS MÃOS A DESABROCHAR

OLHOS QUE TOCAM A ALMA ATRAVÉS DO OLHAR
DEDOS ADENTRANDO SUAVEMENTE A CARNE
CORPOS SUSSURRANDO OS MAIS OBSCUROS SEGREDOS
DANÇANDO NO PRECISO MOVIMENTO DAS CHAMAS
PERFEITA SINTONIA BROTANDO DAS ENTRANHAS

INOCENTE BRANCO BOTÃO DE ROSA
EM TUA ALQUIMICA SABEDORIA DA ALMA
NA DANÇA TRANSFORMADA TRANSMUTADA
NA RUBRA ROSA MÍSTICA DESABROCHADA
A TI E SOMENTE A TI REVERENCIO MEU MESTRE

TU COM A SABEDORIA DAS ERAS
TOTAL DOMÍNIO DO AMOR
EM TEU CORAÇÃO POSSUÍDO
POR ISSO SOUBESSES PARA ONDE OLHAR
RECONHECESTES A TUA DEUSA DEFINITIVA
AGORA A ESTRADA DA VIDA NOSSA É

TODAS EMOÇÕES TERNAMENTE FENECEM
EM SEU LUGAR ETERNOS SENTIMENTOS
O FOGO ALQUÍMICO DO AMOR
O AMOR QUE VEM DAS ESTRELAS
E A MORTE DESCONHECE

NEM SANTA NEM PECADORA SOU
SOU DE TODOS SOU DE NINGUÉM
ATÉ EM TUAS MÃOS DESPERTAR
TU QUE A TODOS HOMENS CONTÉM
EU AS MIL FACES DE ÍSIS QUE SOU

(Susie Sun)


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CONVITE

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Não me interessa saber
como você ganha a vida.
Quero saber o que mais deseja
e se ousa sonhar em satisfazer
os anseios do seu coração.

Não me interessa saber
a sua idade.
Quero saber se você
correria risco de parecer tolo
por amor, pelo seu sonho,
pela aventura de estar vivo.

O que eu quero saber
é se você já foi até o fundo
de sua própria tristeza,
se as traições da vida
o enriqueceram ou se você se retraiu
e se fechou, com medo de mais dor.

Quero saber
se você consegue conviver
com a dor, a minha ou a sua,
sem tentar escondê-la,
disfarçá-la, remediá-la.

Quero saber se você
é capaz de conviver com a alegria,
a minha ou a sua,
de dançar com total abandono
e deixar o êxtase penetrar até a ponta
dos seus dedos...
... sem nos advertir
que sejamos cuidadosos,
que sejamos realistas,
que nos lembremos das limitações
da condição humana.

Não me interessa saber
se a história que você me conta é verdadeira.
Quero saber se é capaz
de desapontar o outro
para se manter fiel a si mesmo.

Se é capaz de suportar
uma acusação de traição
e não trair sua própria alma,
ou ser infiel e, mesmo assim,
ser digno de confiança.

Quero saber se você
consegue viver com o fracasso,
o seu e o meu,
e ainda assim pôr-se de pé
na beira do lago e gritar
para o reflexo prateado
da lua cheia:
Sim !

Não me interessa saber
onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero,
exausto e ferido até os ossos,
é capaz de fazer o que precisa ser feito
para alimentar seus filhos.

Não me interessa o que você conhece
ou como chegou até aqui.
Quero saber se vai permanecer
no centro do fogo comigo sem recuar.

Não me interessa onde, o que
ou com quem estudou.
Quero saber o que sustenta,
no seu íntimo, quando tudo mais
desmorona.

Quero saber se você é capaz de ficar só
consigo mesmo
e se nos momentos vazios
realmente gosta de sua companhia.


(Oriah Mountain Dreamer)

Sinistra Paz


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Encontros e Desencontros


Penso que não temos de nos tornarmos lindos, atrativos e maravilhosos para atrair outros seres...

Também não creio em corrermos loucamente atrás dos outros...

Seja atrair ou ir atrás, são movimentos para tentar nutrir uma carência, pois antes da carne, precisamos do alimento para alma.

Quando nos descobrimos as estrelas únicas que somos, e nos assumimos verdadeiramente como tal, nos tornamos especiais e o movimento passa a ser diferente:

UM VAI NA DIREÇÃO DO OUTRO

E quando há o encontro, surge um automático respeito pelas diferenças, assim como a abertura para se aprender um com o outro.

Quando vamos em direção à alguém que nos interessa, e este ser não vem também em nossa direção, devemos deixá-lo, pois está num outro momento e seguimos nosso próprio caminho; surgirão outras oportunidades, ou não, num presente próximo. Apenas não adianta forçar quando ambos não caminham um em direção ao outro, gera desgaste em ambas as partes. E tentarmos, dentro do possível prestar atenção em quem vem em nossa direção, pois estamos tão preocupados com aquele(s) que queremos que muitas vezes mal percebemos uma aproximação que pode nos ser ricamente frutífera.

A naturalidade e a entrega ou não de alma, faz parte do caminhar das estrelas únicas, assim como a compreensão do outro estar num outro momento diferente do nosso e portanto não podendo conosco compartilhar...

Sejam encontros de amor romântico ou fraterno.

ÀS VEZES PERDEMOS NOSSO OLHAR BUSCANDO ACOMPANHAR A LINHA DO INFINITO E ESQUECEMOS QUE O INFINITO É PARTE DE NÓS MESMOS...


(Susie Sun)

O DESAFIO DE SER UMA SEMENTE ESTELAR


O que é uma semente estelar, e como vocês podem dizer se são sementes estelares? Muito provavelmente, essa não é uma indagação que tenha chegado a lhes ocorrer. Vocês sempre tiveram um conhecimento interior de que eram de algum outro lugar que não a Terra. Quando eram criancinhas, podem até mesmo ter se perguntado onde estavam seus pais verdadeiros, ou se vocês eram adotados. A sensação de serem diferentes, solitários e de ansiar por alguém ou algum lugar que vocês não podiam recordar com precisão muito provavelmente desempenhou algum papel nas suas vidas. Sem dúvida, vocês costumavam contemplar as estrelas e implorar que alguém – não importa quem fosse -, por favor, viesse e os levasse para casa. Foram passadas horas em contemplação às estrelas, em observação às nuvens, em devaneios fora do corpo e em viagens da alma.
As sementes estelares em geral experimentam alguma forma de contato paranormal, psíquico ou extraterrestre em algum momento entre os cinco e os sete anos de idade e novamente mais tarde, durante a adolescência. Esse encontro com a sua família estelar com freqüência é facilitado pelo Comando Ashtar. Lastimavelmente, isso às vezes provoca medo e, mais tarde, frustração, quando vocês tentam falar a respeito com seus pais, que na maioria dos casos tentam convencê-los de que tudo não passou de um pesadelo ou da sua imaginação. Infelizmente, isso pode causar os primeiros bloqueios psicológicos de desconfiança e de dúvida quanto a si mesmo. Com freqüência é formulada, nesse período, uma base para avaliação do que é ou não é real e de se vocês podem ou não podem confiar em seu próprio conhecimento e experiência.

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Enquanto sementes estelares, vocês se lembram de voar e podem até mesmo sofrer uma queda ou duas tentando realizar esse feito aqui. Vocês também se lembram da capacidade de materializar objetos por meio do pensamento. Não é raro vocês nascerem com uma boa dose de compreensão de si mesmos, plenamente conscientes de que são divinos ou unos com Deus é algo que quase todos ao seu redor parecem estar fingindo não se lembrar. Certo dia vocês compreendem que eles não estão envolvidos em alguma brincadeira bizarra: eles de fato não se lembram e, em muitos casos, nem mesmo se importam em saber.

Perguntando-se se caíram em algum reino de estranho encantamento, vocês talvez tentem encontrar alguma pessoa bondosa e aparentemente sábia a quem possam fazer confidências dos seus sentimentos. Durante a sua juventude, vocês talvez tenham sido acusados de ter uma imaginação demasiado vívida, de viver no mundo da fantasia ou pior ainda: de inventar tudo ou de simplesmente mentir o tempo todo. Sua capacidade de discernir a natureza das pessoas e seus motivos e propósitos reais, bem como de avaliar situações de maneira precisa talvez os tenha tornado cada vez mais impopulares, à medida que vocês cresciam. Com suas capacidades de clarividência e clariaudiência desacreditadas com tamanha freqüência, talvez vocês tenham visto suas dádivas ridicularizadas ou temidas – ou, o pior de tudo, atribuídas ao mal ou àquele peculiar mito religioso, o diabo.

Talvez vocês tenham conhecido desde a mais tenra infância um senso peculiar de responsabilidade em relação aos outros e também ao planeta, como se, de algum modo, vocês fossem mais velhos e tivessem de tomar conta de outros que, de algum modo, fossem mais jovens ou menos capazes de tomar conta de si mesmos. Esse sentimento com freqüência está presente em relação a seus pais terrestres. Tipicamente, sementes estelares são “velhas” durante sua juventude e jovens durante seus anos de maturidade.

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A maioria das sementes estelares considera o sistema educacional da Terra algo carente de inspiração e, em muitos casos, tedioso e destituído de significado real, estímulos e desafios mentais. Talvez tenham sido enquadrados como sendo acima da média em termos de inteligência e abaixo da média no tocante a motivação, capacidade de atenção e aplicação. Talvez tenham verificado que suas indagações profundas e penetrantes fizeram com que seus professores se sentissem inseguros ou ameaçados, ou talvez tenham recebido censuras por não seguir as normas acadêmicas ou de qualquer outro tipo. Outros colegas de classe podem ter provocado vocês por meio de insultos e zombarias, considerando-os diferentes ou estranhos, ou talvez os tenham proclamado ídolos e se tornado seus seguidores incondicionais. Vocês podem ter se sentido absolutamente incapazes de compartilhar os seus lampejos mais profundos com qualquer pessoa a seu redor e como conseqüência terem sido vistos como solitários ou mesmo como esnobes e arrogantes.

Vocês têm um conhecimento inato da lei universal, e um senso de integridade e do que é adequado governa as suas ações. É interessante observar que a vasta maioria das sementes estelares jamais usou drogas e tende em geral a se manter longe de substâncias que potencialmente diminuiriam ou prejudicariam sua capacidade de recepção consciente.

Talvez vocês sofram de alergias estranhas. Os processos terrestres de alimentação e de eliminação podem ter, no início, parecido confusos, fascinantes ou embaraçosos a seus olhos. A ingestão de substâncias estranhas, geralmente não comestíveis, pode ter representado um problema durante os seus primeiros anos. Do mesmo modo, molhar a cama, pesadelos noturnos, sonambulismo ou, de maneira geral, hábitos de dormir pouco habituais talvez tenham feito da sua infância um desafio real, tanto para vocês quanto para os seus pais.

Talvez vocês tenham falado bem cedo e de maneira precoce – ou bem mais tarde, sem compreender que as pessoas não podiam compreender suas transmissões telepáticas. Talvez vocês tenham se sentido aprisionados e frustrados na forma humana, bem como sensíveis ao extremo em relação às ásperas e dissonantes vibrações terrestres. Sua incapacidade de comunicar claramente as necessidades e exigências de sua natureza no início da infância pode ter conduzido a acessos de choro prolongado, a ataques de raiva e a vários tipos de perturbações digestivas.
À medida que seu corpo se desenvolveu para a adolescência, talvez vocês tenham se sentido envergonhados ou deprimidos com o início da manifestação dos anseios corporais e das emissões de fluidos em relação às quais vocês pareciam não ter controle. Talvez vocês não tenham gostado da sua aparência, ou sentido que não tinham a aparência correta, ou que seu cabelo era da cor errada, seus olhos e seu físico eram da tonalidade ou do formato errados.

Talvez vocês tenham tido a sensação de que não deveriam ter órgãos genitais ou de excreção. A definição terrestre de gêneros e a maneira de reprodução podem ter deprimido, confundido ou aborrecido vocês. Talvez vocês até mesmo se lembrem de terem sido andróginos, ou de terem se expressado por meio de um corpo de luz não definido em termos sexuais. Mais ainda, as formas humanas de reprodução podem ter lhes parecido animalescas e antinaturais, ou gerado uma larga dose de culpa ou confusão. Talvez tenham sentido que os corpos atrapalham, no seu desejo de se mesclar íntima e totalmente com o seu parceiro, o que, para vocês, é a norma celestial e extraterrestre.

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Talvez vocês se lembrem que a co-criação ocorreu através da fusão dos raios de energia do coração e da mente em uma forma de meditação, e considerem uma fonte de total perplexidade a fricção e os contatos corporais frenéticos do ato sexual. De maneira similar, a observação do doloroso processo de nascimento e dos assustadores rituais de morte na Terra talvez os tenham deixado sentindo-se profundamente retirados em si mesmos e morbidamente preocupados.
Muitos de vocês se lembram dos templos da chama sagrada da ascensão onde vocês se transfiguravam e se materializavam ou desmaterializavam de uma dimensão ou forma para outra. Vocês se lembram do frescor e da regeneração revigorante da chama do princípio sagrado. Da existência sem mortes, sem envelhecimento, sem doenças dos mundos sagrados nos quais vocês habitavam. Vocês recordam que eram imortais ou virtualmente imortais, tendo a capacidade de mudar ou regenerar indefinidamente a sua forma ou pelo menos de viver com a percepção consciente de sua eterna vida espiritual, gozando uma vida extremamente longa na forma.

Sementes estelares questionam a aceitação cega, de um bando de carneiros, da consciência de massa, as teorias pobres, inadequadas e sem imaginação oferecidas pelas doutrinas religiosas e científicas, a resistência e recusa totais exibidas pela pessoa média da Terra no tocante a explorar e a conhecer a verdade por si mesmos. Às vezes vocês podem se sentir como se tivessem feito uma viagem de volta no tempo, pois talvez consigam se lembrar de tecnologias extremamente avançadas, de sociedades florescentes, ricas e muito atraentes, de arquitetura futurista e de sistemas de transporte aéreo e espacial – talvez colônias marinhas com muitos golfinhos ou cidades intrincadamente construídas flutuando no espaço. Talvez se dediquem a alguma forma de arte visionária na qual são apresentados um céu violeta, folhagem azul, sóis binários ou numerosas luas. Talvez vocês se sintam de algum modo revigorados pelas tonalidades celestiais de azul, azul-marinho, violeta e púrpura.

Sem dúvida alguma, vocês sempre experimentaram uma profunda conexão com a natureza e estão cheios de pena devido à poluição e à exploração ecológica sem sentido e irresponsável. Sua reverência inata por toda vida enquanto uma parte de Deus e sua percepção dos mestres espirituais e dos seres santos, vindos de Deus e dos mundos superiores talvez os torne perplexos diante da estreiteza mental e das inacreditáveis distorções que se infiltraram em muitas crenças religiosas. Com a ênfase destas crenças no medo, no pecado, na imperfeição, no mal e na punição, e dado o amor que vocês sentem pelo Mais Radiante e que ele sente por todas as pessoas e por toda vida, em toda parte, talvez vocês tenham ficado muito confusos ao tentarem reconciliar o que o seu coração sabe que é verdadeiro com aquilo que os seus ouvidos eram forçados a escutar.

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Vocês usualmente se afastam de cenas que apresentam feiúra ou violência, pois tanto os seus olhos quanto os seus ouvidos são extremamente sensíveis. E mais do que tudo, acima de tudo, vocês sentem falta do amor, da compaixão e da empatia que caracterizam a vida espiritual por todo este sistema solar e além dele. E no entanto vocês observam em silêncio, compreendem cheios de compaixão e oferecem incondicionalmente o seu amor.

Durante a maior parte das suas vidas, talvez vocês não tenham encontrado nada que se aproxime, ainda que remotamente, daquilo que sentem que estão aqui para fazer. Talvez se desesperem por não saber o que estudar na faculdade, ou talvez tenham abandonado a escola sentindo que ela fracassava totalmente em corresponder às suas necessidades ou em equipá-los para os seus verdadeiros propósitos. Alguns de vocês têm bastante clareza em relação ao que vieram fazer aqui: os que estão destinados a ocupar posições na medicina, na ciência, em serviços sociais, negócios ou finanças, nas artes, na imprensa, na religião, na educação ou no governo. Ah, o seu desafio consiste em fazer a ponte entre as antigas estruturas cristalizadas e as novas formas que estão buscando emergir, em fundir o seu brilhante idealismo com a burocracia cínica dos sistemas existentes sob as fortes posições defensivas dos poderes estabelecidos.

Alguns compreendem que sua melhor contribuição consiste em permanecer no interior do sistema e em exercer pouco a pouco a sua influência de maneira a provocar uma transformação gradual. Outros, talvez, sejam orientados a romper com o sistema e a criar seu próprio nicho especial no mundo. Alguns operam primordialmente do nível mental, infundindo novas energias de pensamento na consciência de massa através do pensamento, meditação, visualização, da palavra, da escrita, do ensino, da educação, da expressão através das artes e da imprensa, são comunicados as novas visões, os princípios e as idéias que estão aflorando. Eles ajudam a inflamar os recursos criativos de seus companheiros planetários.

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Todas as sementes estelares são levadas a encontrar as respostas para as cinco questões fundamentais da vida: Quem sou eu? De onde vim? Por que estou aqui? De que modo realizo meu propósito maior? Como volto para casa?

Existem quatro outras perguntas muito características de todas as sementes estelares, perguntas que vocês fazem freqüentemente mas cujas respostas na verdade conhecem bem no seu interior (pois o seu coração sempre conheceu as respostas verdadeiras). São as seguintes: Onde está a minha gente, minha família e meus amigos estelares verdadeiros? Onde está meu verdadeiro parceiro, minha chama gêmea, meu eterno amor?
Como posso simplesmente ser e expressar quem e o que eu sou e o que verdadeiramente sinto e sei? Como posso ser e fazer isso, tornando-o minha única ocupação, meu meio de vida?

Como vocês sem dúvida perceberam, não existe muita demanda neste mundo por cientistas-sacerdotes, sacerdotes/sacerdotisas das artes curativas, músicos/poetas celestiais, trovadores da verdade, âncoras/ativadores de redes e portais estelares, viajantes e videntes multidimensionais, comunicadores cósmicos e mediadores e árbitros de Melchizedek. E, no entanto, preciosas sementes estelares, todos vocês sabem que estão aqui com uma missão ou propósito definido, e embora a maioria não consiga recordar especificamente qual é, ainda assim esse propósito queima com uma paixão de certeza dentro de seus corações.

O despertar, ativação e decodificação como sementes estelares de todos vocês, que vieram à Terra como voluntários; sua capacitação como amorosos servidores incondicionais de toda vida, constitui o propósito maior de seu contato no presente momento com o Comando Ashtar. Nós ajudamos os mestres da Terra a administrar e supervisionar o programa espiritual se desenvolvendo agora no planeta. Também somos responsáveis por aqueles que trouxemos aqui de outros mundos para servir, neste momento de transição planetária para uma idade dourada.
Neste período, alguns de vocês estão simplesmente plantando sementes dentro do campo da rede planetária. Alguns estão unindo ciclos passados ao presente para serem completados. Alguns de vocês estão aqui para a futura infusão, nas redes de consciência, de revelação, visão e possibilidades prováveis. Alguns estão construindo e mantendo, em nível de energia, um novo desenho de projeto a ser utilizado nos anos vindouros. Muitos de vocês entrariam num estado de recusa, ou mesmo de choque (ou teriam acessos de riso), se tivessem o mais breve lampejo do que estarão realmente fazendo num futuro próximo. Saibam disso: cada um de vocês é uma parte vital e indispensável do desenvolvimento desse projeto de grupo, e só ele pode cumprir sua própria parte e irradiar sua ressonância específica.

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Com freqüência, dizemos que vocês são o um e vocês são os muitos, e, no entanto vocês permanecem o Uno. Durante o processo de crescimento, da infância à maturidade adulta, cada um de vocês adquire a capacidade de atuar no âmbito de uma esfera de influência e de associações cada vez maior, e, ao mesmo tempo, aprende a funcionar como um indivíduo independente e autogovernado. Isso simplesmente expressa o princípio de unicidade na diversidade, que governa todas as almas que estão evoluindo.

Gradativamente, através de escolhas motivadas por si mesmo e experiências de vida, aprende-se a avançar da expressão dependente e com freqüência co-dependente do pequeno Eu pessoal para a vida em grupo coesiva e interdependente do Eu divino, mais amplo. Todos vocês são partes uns dos outros bem como partes eternas do todo divino. Vocês jamais estão sozinhos ou isolados em ponto algum, seja ele qual for. O corpo físico é composto de trilhões de vidas elementares; analogamente, os envoltórios etérico, astral, mental, causal, búdico, átmico, cósmico e logóico de cada um dos chamados indivíduos é constituído de incontáveis trilhões de vidas elementares, formando o Eu Sou de que cada um necessita para existir.

Vocês jamais podem estar sozinhos ou se separar das suas filiações grupais do plano interior. Podem apenas acreditar erroneamente que foram deixados sozinhos. Cada um aqui, a serviço na Terra, está codificado para despertar num determinado momento. Cada um é gradativamente atraído para se associar àqueles destinados a trabalhar juntos, como uma equipe. Cada um tem uma peça do quebra-cabeças, mas ninguém tem todas as peças, o quebra-cabeças inteiro. As sementes estelares estão destinadas a trabalhar como uma vanguarda coordenada e cooperativa. Vocês necessitam uns dos outros para decodificar e ativar suas missões.

Foi parte do plano divino, que obteve concordância antes de sua chegada aqui, que vocês estariam vendados. Vocês estavam destinados a viver de maneira comum durante um certo tempo, inconscientes de suas origens de sementes estelares e de suas ligações fora do planeta. Não há necessidade de lamentar o tempo necessário para que vocês ativassem e recordassem sua identidade e propósitos verdadeiros. Desde 1929 as sementes estelares começaram a chegar a Terra.

Desde 1985 aproximadamente os entrantes vêm chegando em números cada vez maiores. Almas provenientes de outros mundos chegaram em outras ocasiões, é claro, mas não em tão grande número. De tempos em tempos, também vieram entrantes, chamados nos tempos antigos de “bebês trocados pelas fadas”. Agora a transição deste mundo rumo a um alinhamento dimensional superior e à nova era requer um grupo qualificado de trabalhadores em equipe, que tenham participado antes desse tipo de projeto e conseqüentemente possuam habilidades cuidadosamente refinadas.

É tarefa de vocês oferecer seus talentos individuais e sua contribuição única para a sociedade através de quaisquer grupos pelos quais vocês se sintam atraídos, desejosos de integrar, e funcionar no nível mais elevado em que tenham consciência e capacidade de se expressar. Esse pelo menos é o ideal. Com demasiada freqüência, os seres da Terra simplesmente seguem em frente, adaptando-se aos padrões dominantes de condicionamento social e um sistema de crenças autoritário. Sentindo-se isolados e sozinhos, inconscientes de seu verdadeiro valor, muitos permanecem, sem qualquer necessidade, ignorantes de sua divindade e da atual oportunidade para co-criar conscientemente um novo modo de vida para si mesmos e para as outras pessoas.

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A que enorme distância isso se encontra da vida e do propósito maiores que eles poderiam estar partilhando! Agora, na Terra, é oferecida a oportunidade de participação num contexto de vida mais profundo e significativo. Vocês, amadas sementes estelares, estão aqui para fazer ouvir o chamado que emite a nota tônica, para dar o exemplo e conduzir ao longo do caminho.

A maturidade espiritual segue uma trilha no decorrer da qual a pessoa deixa de ser um seguidor do caminho e da crença de outra pessoa para se tornar a corporificação de seu próprio conhecimento divino. O verdadeiro guia, guru, mestre ou indicador do caminho é o conhecedor divino que sempre reside no interior do seu coração. A voz desse Eu interior é a intuição de cada um de vocês.

Intuição... vocês são projetados para ser orientados a partir do interior, seguindo seu coração. O princípio da vida divina está ancorado no seu coração e flui através do seu sistema sangüíneo. É exatamente por essa razão que vocês devem seguir e abraçar apenas aquelas coisas às quais o seu coração responde de todo coração.

O princípio de consciência, também conhecido como alma, estende a sua energia brilhante através do cérebro e do sistema nervoso. Quando vocês são capazes de operar a partir de uma total concordância do coração, da mente e da ação, adquirem uma enorme potência e capacidade. Isso permite que a vida divina e a percepção amorosa da Fonte divina fluam através do corpo físico como atividade inteligente. O objetivo e o propósito de todas as disciplinas espirituais consiste em adquirir a habilidade do governo de si mesmo. Desse modo vocês criam um canal puro através do qual, como o ser divino, vocês podem se expressar plenamente.


(Ashtar-Athena
20 de agosto de 1997
publicado na revista Amaluz n.59, dezembro/1997)

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05/02/2008

02/02/2008

Só de Sacanagem


EDIÇÃO DE LADY LAURA

By Susie Sun - Photoshop Work & Photos


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ZEITGEIST : ACORDE!

ver em tela ampliada clike no quadrado no menu abaixo do filme ou no google: Link : ZEITGEIST LEGENDADO Para quem está percebendo que o sistema como se encontra não é mais adequado e para os que desejam despertar ou estão despertando, este filme é uma excelente luz inicial para uma diferente direção (LEGENDADO EM PORTUGUÊS).

Buddha Bar - Rumi Poem by Deepak Chopra and Demi Moore

Fractal Soul (Susie Sun) - Voice by Bruce A. Mc Mahon

MINHA ALMA FRACTAL - Susie Sun

UNIVERSOS PARALELOS - Emocionante filme científico - BBC

ZEITGEIST


Filme Imperdível! Básico pra quem se considera "pensante" e está insatisfeito com a posição de simples gado, tem solução sim!(legendado em Porutuguês)



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Às portas de uma nova percepção - O PONTO DE MUTAÇÃO

VERDADE, ILUSÃO OU MENTIRA ?


A Desert Rose

Desert Roses

Desert Roses
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