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18/01/2008

Tocando em Frente- Almir Sater

ZEITGEIST



O QUE É VERDADE, MENTIRA OU ILUSÃO ?

ASSISTA O FILME, CLICANDO SOBRE O LINK ABAIXO E CHEGUE A SUA PRÓPRIA CONCLUSÃO.

Link : ZEITGEIST

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17/01/2008



O silêncio negro
irrompe no coração
quando o sangue final
resultado de um punhal
desferido sorrateiramente
do que ignora o amor
lágrima tinta estaguinada
a paciência se torna aliada
apenas o canto da fé
deve embalar
a fé que orquestra
até que quedada alma
possa enfim se levantar
a fé inteligente
que jamais foi imediatista
a fé que sabe
da existência das estações
ciente do fim
do gélido inverno na alma
onde a dor é o vento que açoita
ciente que a primavera chegará
e novamente as flores
desabrocharão
no jardim da alma
com a brisa
chegará o carinho
nos sons das folhas
do forte carvalho renascido
a melodia dos pássaros
trazendo notícias
do novo alvorecer
e o sol brilhando
no seu mais intenso amor
fará desta alma
o pleno arco-íris
nascido da união
de seus invencíveis raios
e o orvalho
presente nas rosas
as rosas brancas
que são do coração
do jardim do universo.

(Susie Sun)

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15/01/2008

Tua Alma

Example


Tua alma é uma luz - não a extingas...

Tua alma é uma harpa - não a destemperes...

Tua alma é um espelho - não o embacies...

Tua alma é uma flor - não a deixes murchar...

Tua alma é uma fonte - não lhe turves as águas...

Tua alma é um santuário - não o profanes...

Tua alma é um poema - não lhe roubes a poesia...

Tua alma é uma virgem - respeita-lhe a pureza...

Tua alma é um mistério - silencia-lhe os segredos...

Tua alma é um arco-iris - contempla-lhe os primores...

Tua alma é livre - não a escravizes...

Tua alma é um sopro de Deus - defende-lhe a vida divina...

Se tudo isto é tua alma, ó homem, por que não fazes a
tua vida à imagem e semelhança de tua alma?...

Não foi o corpo que produziu a alma é a alma que produz o corpo...

É a alma espiritual que arquiteta o edifício material de
teu ser...

É a alma que forma as carnes, que difunde o sangue,
que arma os ossos, que distende os nervos, que desdobra
a pele que confere vida ao organismo inerte...

É a alma o princípio ativo que domina o elemento passivo...

É a alma que pensa e quer, que sente e ama, que imagina
e recorda...

É a alma que de maravilhas de ciência e arte inundou a
face da terra...

É a alma que sobrevive imortal ao corpo mortal...

É a alma que para uma vida nova ressuscita a matéria desfeita...

Se tudo isto faz a alma, meu amigo,por que dás ao corpo
as 24 horas do dia e nenhuma hora à alma?

Por que não lhe dás, em carinhosa solicitude, ao menos
uma hora por dia?...

Por que não a enriqueces, quando pobre?

Por que não a curas, quando enfêrma?...

Por que não a libertas, quando escrava?...

Por que não a robusteces, quando fraca?...

Por que não a alimentas, quando faminta?...

Por que não lhe dás de beber, quando sequiosa?...

Por que não lhe dás um banho solar, quando saudosa
de luz?...

Por que não a fazes respirar na atmofera divina quando desejosa de Deus?...

Tem caridade com tua alma, ó homem porque tua alma
é tua vida...

Tua alma és tu mesmo...


(Huberto Rohden)

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DROGAS E A PSEUDOTRANSCENDÊNCIA


A questão da transcendência:


Está na raiz do ser humano a busca da transcendência e a maior das experiências na busca da transcendência é a droga, como droga pode ser a religião, a arte, o cinema.

A droga (química) permite uma viagem fantástica, se rompe todos os limites, dá um sentimento de onipotência e você voa... O problema da droga, não é a viagem, é a volta da viagem, pois você não agüenta mais o cotidiano: que é imanência, que é gris, que é chato, que tem que trabalhar, levantar, seguir horários, tem que pagar contas... É muito melhor viajar.

O critério para saber se a transcendência é boa, potencia o ser humano ou diminui, é perguntar em que medida esta experiência te ajuda a enriquecer o cotidiano, assumir o cotidiano, se representa fuga do cotidiano, álibi para o cotidiano, se é um endeusamento, uma fetichização da realidade ou um encontro com a realidade que alarga as dimensões do teu coração, te dando uma experiência mais profunda do Ser, o você depois dessa experiência sai mais empobrecido, frustrado e volta ao cotidiano sem energia pra enfrentá-lo com grandeza, porque o cotidiano, porque nós não habitamos só poeticamente o mundo, habitamos prosaicamente mundo, assim como ele deve ser levado avante.

As pseudo (falsa) transcendências, elas exploram esta dimensão do ser humano, mas não lhe dão a experiência de uma plenitude duradoura.

A droga, não é a droga que faz a experiência da viagem, é a química. Outra coisa é uma viagem feita através de um trabalho de busca da sua identidade, um caminho espiritual mais longo, onde você conquista passo a passo os demônios que estão dentro de você, não os recalca, nem corta os chifres deles, mas os domestica, canaliza a energia poderosa deles para o teu crescimento, pra você Ter mais uma experiência global da realidade, permitindo que a luz ilumine as trevas, que a tua parte sã cure a parte doentia, então esta experiência de transcendência é fecunda.

... Somos como uma árvore, fundados no chão, que nos dá forças para enfrentar tempestades, mas também somos como a copa, que dialoga com o universo, com as energias cósmicas, com os ventos, com as chuvas, com o sol, sintetizamos tudo isso, transformamos em vida, a nossa abertura e se não mantemos a abertura, o tronco estiola, as raízes secam e a seiva não existe, morremos, então a dialética, é mantermos enraizamento e abertura; imanência, mas aberto à transcendência.


(Leonardo Boff – trecho de uma palestra presente no livro deste autor: TEMPO DE TRANSCENDÊNCIA, livro FANTÁSTICO, o qual recomendo a leitura!)


Com relação às drogas químicas, incluo o álcool, o que tenho observado no decorrer de minha vida, seja por visão direta e por relatos é que a esmagadora maioria dos dependentes, além de fazerem uma viagem artificial, onde podem no máximo alcançar o prazer (jamais a felicidade, pois esta jamais está onde imperara a artificialidade) e por tempo limitado, pois depois a ingestão de drogas deixa de ser apenas a busca do prazer e pseudotranscendência e passa a Ter o papel de unicamente tentar anestesiar a dor, o que testemunhei até aqui, é que necessariamente o dependente fere a si e em igual ou maior intensidade fere aos que lhe convivem, de forma emocional e/ou fisicamente, além de prejudicar o meio em que estão inseridos.

Penso que cada indivíduo tem o direito de fazer o que bem entender com a sua vida, é de lei, mas ele perde completamente este direito a partir do momento que ele prejudica de forma grave a outros indivíduos e ao meio no qual está inserido.

Droga é a pior droga que o indivíduo pode fazer com sua própria vida e de todos que tem de suportar a presença do mesmo ou sofrer com suas ações.

(Susie Sun)

13/01/2008

A Teia da Vida - FRITJOF CAPRA




A MUDANÇA DE PARADIGMA


Na minha vida de físico, meu principal interesse tem sido a dramática mudança de concepções e de idéias que ocorreu na física durante as três primeiras décadas deste século, e ainda está sendo elaborada em nossas atuais teorias da matéria. As novas concepções da física têm gerado uma profunda mudança em nossas visões de mundo; da visão de mundo mecanicista de Descartes e de Newton para uma visão holística, ecológica.

A nova visão da realidade não era, em absoluto, fácil de ser aceita pelos físicos no começo do século. A exploração dos mundos atômico e subatômico colocou-os em contato com uma realidade estranha e inesperada. Em seus esforços para apreender esta nova realidade, os cientistas ficaram dolorosamente conscientes de que suas concepções básicas, sua linguagem e todo seu modo de pensar eram inadequados para descrever os fenômenos atômicos. Seus problemas não eram meramente intelectuais, mas alcançavam as proporções de uma intensa crise emocional e, poder-se-ia dizer, até mesmo existencial. Eles precisaram um longo tempo para superar essa crise, mas, no fim, foram recompensados por profundas introvisões sobre a natureza da matéria e de sua relação com a mente humana.

As dramáticas mudanças de pensamento que ocorreram na física no princípio deste século têm sido amplamente discutidas por físicos e filósofos durante mais de cinqüenta anos. Elas levaram Thomas Kuhn à noção de um “paradigma” científico, definido como “ uma constelação de realizações – concepções, valores, técnicas, etc – compartilhada por uma comunidade científica e utilizada por essa comunidade para definir problemas e soluções legítimos”. Mudanças de paradigmas, de acordo com kuhn, ocorrem sob forma de rupturas descontínuas e revolucionárias denominadas “mudanças de paradigma”.

Hoje, vinte e cinco anos depois da análise de kuhn, reconhecemos a mudança de paradigma em física como parte integral de uma transformação cultural muito mais ampla. A crise intelectual dos físicos quânticos na década de vinte espelha-se hoje numa crise cultural semelhante, porém muito mais ampla. Consequentemente, o que estamos vendo é uma mudança de paradigmas que está ocorrendo não apenas no âmbito da ciência, mas também na arena social, em proporções ainda mais amplas. Para analisar esta transformação cultural, generalizei a definição de Kuhn de um paradigma cientifico até obter um paradigma social, que defino como “ uma constelação de concepções, de valores, de percepções e de práticas compartilhadas por uma comunidade, que dá forma a uma visão particular da realidade, a qual constitui a base da maneira como a comunidade se organiza.

O paradigma que está agora retrocedendo dominou a nossa cultura por várias centenas de anos, durante as quais modelou nossa moderna sociedade ocidental e influenciou significativamente o restante do mundo. Esse paradigma consiste em várias idéias e valores entrincheirados , entre os quais a visão do universo como um sistema mecânico composto de blocos de construção elementares, a visão do corpo humano como uma máquina, a visão da vida em sociedade como uma luta competitiva pela existência, a crença no crescimento material ilimitado, a ser obtido por intermédio de crescimento econômico e tecnológico, e – por fim, mas não menos importante – a crença em que uma sociedade na qual a mulher é, por toda a parte, classificada em posição inferior à do homem é uma sociedade que segue a lei básica da natureza. Todas essas suposições têm sido decisivamente desafiadas por eventos recentes. E, na verdade, está ocorrendo, na atualidade, uma revisão radical dessas suposições.


ECOLOGIA PROFUNDA

O nosso paradigma pode ser chamado de uma visão de mundo holística,, que concebe o mundo como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode também ser denominado de “visão ecológica”, se o termo “ecológica” for empregado num sentido mais amplo e mais profundo que o usual. A percepção ecológica profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos , e o fato de que, enquanto indivíduos e sociedades, estamos todos encaixados em processos cíclicos da natureza (e , em última análise, somos dependentes desse processos).

Os dois termos, ‘holístico” e “ecológico” , diferem ligeiramente em seus significados, e parece que “holístico” é um pouco menos apropriado para descrever o novo paradigma. Uma visão holística, digamos, de uma bicicleta significa ver a bicicleta como um todo funcional e compreender, em conformidade com isso, as interdependências das suas partes. Uma visão ecológica da bicicleta inclui isso, mas acrescenta-lhe a percepção de como a bicicleta está encaixada no seu ambiente natural e social – de onde vêm as matérias-primas que entram nela, como foi fabricada, como o seu uso afeta o meio ambiente natural e a comunidade pela qual ela é usada, e assim por diante. Essa distinção entre “holístico” e “ecológico” é ainda mais importante quando falamos de sistemas vivos, para os quais as conexões com o meio ambiente são muito mais vitais.

O sentido em que eu uso o termo “ecológico” está associado com uma escola filosófica específica e , além disso, com um movimento popular global conhecido como “ecologia profunda”, que está, rapidamente, adquirindo proeminência. A escola filosófica foi fundada pelo filósofo norueguês Arne Naess, no início da década de 70, com sua distinção entre “ecologia rasa” e “ecologia profunda”. Essa distinção é hoje amplamente aceita como um termo muito útil para se referir a uma das principais divisões dentro do pensamento ambientalista contemporâneo.

A ecologia rasa é antropocêntrica, ou centralizada no ser humano, Ela vê os seres humanos como situados acima ou fora da natureza, como fonte de todos valores, e atribui apenas um valor instrumental, ou de “uso”, à natureza. A ecologia profunda separa seres humanos – ou qualquer outra coisa – do meio ambiente natural. Ela vê o mundo não como uma coleção de objetos isolados, mas como uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e são interdependentes . A ecologia profunda reconhece o valor intrínseco de todos os seres vivos e concebe os seres humanos apenas como um fio particular na teia da vida.

Em última análise, a percepção da ecologia profunda é percepção espiritual ou religiosa. Quando a concepção de espírito humano é entendida como o modo de consciência no qual o indivíduo tem uma sensação de pertinência, de conexidade, com o Cosmos como um todo, torna-se claro que a percepção ecológica é espiritual na sua essência mais profunda. Não é pois, de se surpreender o fato de que a nova visão emergente da realidade baseada na percepção ecológica profunda é consistente com a chamada filosofia perene das tradições espirituais, quer falemos a respeito da espiritualidade dos místicos cristãos, da dos budistas, ou da filosofia e cosmologia subjacentes às tradições nativas norte-americanas.

Há outro modo pelo qual Arne Naess caracterizou a ecologia profunda. “A essência da ecologia profunda”, diz ele, “consiste em formular questões mais profundas.” É também essa a essência de uma mudança de paradigma. Precisamos estar preparados para questionar cada aspecto isolado do velho paradigma.(LY) Eventualmente, não precisaremos nos desfazer de tudo, mas antes de sabermos isso, devemos estar dispostos a questionar tudo. Portanto, a ecologia profunda faz perguntas profundas a respeito dos próprios fundamentos da nossa visão de mundo e do nosso modo de vida modernos, científicos, industriais, orientados para o crescimento e materialistas. Ela questiona todo esse paradigma com base numa perspectiva ecológica: a partir da perspectiva de nossos relacionamentos uns com outros, com as gerações futuras e com a teia da vida da qual somos parte.



ECOLOGIA SOCIAL E ECOFEMINISMO


Além da ecologia profunda, há duas importantes escolas filosóficas de ecologia. A ecologia social e a ecologia feminista, ou “ecofeminismo”. Em anos recentes tem havido um vivo debate, em periódicos dedicados à filosofia. A respeito das méritos relativos da ecologia profunda, da ecologia social e ecofeminismo. Parece-me que cada uma das três escolas aborda aspectos importantes do paradigma ecológico e, em vez de competir uns com os outros, seus proponentes deveriam tentar integrar suas abordagens numa visão ecológica coerente.

A percepção ecológica profunda parece fornecer a base filosófica e espiritual ideal para um estilo de vida ecológico e para o ativismo ambientalista. No entanto, não nos diz muito a respeito das características e padrões culturais de organização social que produziram a atual crise ecológica. É esse o foco da ecologia social.

O solo comum das várias escolas de ecologia social é o reconhecimento de que a natureza fundamentalmente antiecológica de muitas de nossas estruturas sociais e econômicas está arraigada naquilo que Riane Eisler chamou de “sistema dominador” de organização social. O patriarcado, o imperialismo, o capitalismo e o racismo são exemplos de dominação exploradora e antiecológica. Dentre as diferentes escolas de ecologia social, há vários grupos marxistas e anarquistas que utilizam seus respectivos arcabouços conceituais para analisar diferentes padrões de dominação social.

O ecofeminismo poderia ser encarado como uma escola especial de ecologia social, uma vez que ele aborda a dinâmica básica de dominação social dentro do contexto do patriarcado. Entretanto, sua análise cultural das muitas facetas do patriarcado e das ligações entre o feminismo e ecologia vai muito além do arcabouço da ecologia social. Os ecofeministas vêem a dominação patriarcal de mulheres por homens como o protótipo de todas formas de dominação e exploração: hierárquica, militarista, capitalista e industrialista. Eles mostram que a exploração da natureza, em particular, tem marchado de mãos dadas com a das mulheres, que têm sido identificadas com a natureza através dos séculos. Essa antiga associação entre a mulher e a natureza liga a história das mulheres com a história do meio ambiente, e é a fonte de um parentesco natural entre o feminismo e ecologia. Consequentemente, os ecofeministas vêem o conhecimento vivencial feminino como uma das fontes principais de uma visão ecológica da realidade.


NOVOS VALORES

Neste breve esboço do paradigma ecológico emergente, enfatizei até agora as mudanças nas percepções e nas maneiras de pensar. Se isso fosse tudo o que é necessário, a transição para um novo paradigma seria muito mais fácil. Há, no movimento da ecologia profunda, um número suficiente de pensadores articulados e eloqüentes que poderiam convencer nossos líderes políticos e corporativos acerca dos méritos do novo pensamento. Mas isso é somente parte da história. A mudança de paradigmas requer uma expansão não apenas de nossas percepções e maneiras de pensar, mas também de nossos valores.

É interessante notar aqui a notável conexão nas mudanças entre pensamentos e valores. Ambas podem ser vistas como mudanças de auto-afirmação para integração. Essas duas tendências – a auto-afirmativa e a interativa – são, ambas, aspectos essenciais de todos os sistemas vivos. Nenhuma delas é, intrinsecamente, boa ou má. O que é bom, ou saudável, é um equilibrio dinâmico; o que é mau, ou insalubre, é o desequilíbrio – a ênfase excessiva em uma das tendências em detrimento da outra. Agora, se olharmos para a nossa cultura industrial ocidental, veremos que enfatizamos em excesso as tendências auto-afirmativas e negligenciamos as interativas. Isso é evidente tanto no nosso pensamento como nos nossos valores, e é muito instrutivo colocar essas tendências opostas lado a lado.


................................PENSAMENTO..................................

AUTO-AFIRMATIVO..........................INTEGRATIVO

Racional................................................Intuitivo

Análise..................................................Síntese

Reducionista..........................................Holístico

Linear....................................................Não-linear




............................VALORES..................................

AUTO-AFIRMATIVO........................INTEGRATIVO

Expansão.........................................Conservação

Competição......................................Cooperação

Quantidade.......................................Qualidade

Dominação........................................Parceria



Uma das coisas que notamos quando examinamos esta tabela é que os valores auto-afirmativos – competição, expansão, dominação – estão geralmente associados com homens. De fato, na sociedade patriarcal, eles não são apenas favorecidos como também recebem recompensas econômicas e poder político. Essa é uma das razões pelas quais a mudança para um sistema de valores mais equilibrados é tão difícil para a maioria das pessoas, e especialmente para os homens.

O poder, no sentido de dominação sobre os outros, é auto-afirmação excessiva. A estrutura social na qual é exercida de maneira mais efetiva é a hierarquia. De fato, nossas estruturas políticas, militares e corporativas são hierarquicamente ordenadas, com os homens geralmente ocupando os níveis superiores, e as mulheres, os níveis inferiores. A maioria desse homens. E algumas mulheres, chegaram a considerar sua posição na hierarquia como parte de sua identidade, e, desse modo,, a mudança para um diferente sistema de valores gera neles medo existencial.

No entanto, há um outro tipo de poder, um poder que é mais apropriado para o novo paradigma – poder como influência de outros. A estrutura ideal para exercer este tipo de poder não é a hierarquia mas a rede, que, como veremos, é também a metáfora central da ecologia. A mudança de paradigma inclui, dessa maneira, uma mudança na organização social, uma mudança de hierarquias para redes.



ÉTICA

Toda questão dos valores é fundamental para a ecologia profunda; é, de fato, sua característica definidora central. Enquanto que o velho paradigma está baseado em valores antropocêntricos (centralizados no ser humano), a ecologia profunda está alicerçada em valores ecocêntricos (centralizados na Terra). É uma visão de mundo que reconhece o valor inerente da vida não-humana. Todos os seres vivos são membros de comunidades ecológicas ligadas umas às outras numa rede de interdependências. Quando essa percepção ecológica profunda torna-se parte de nossa consciência cotidiana, emerge um sistema de ética radicalmente novo.

Essa ética ecológica profunda é urgentemente necessária nos dias de hoje, e especialmente na ciência, uma vez que a maior parte daquilo que os cientistas fazem não atua no sentido de promover a vida nem de preservar a vida, mas sim no sentido de destruir a vida. Com os físicos projetando sistemas de armamentos que ameaçam eliminar a vida no planeta, com químicos contaminando o meio ambiente global, com os biólogos pondo à solta tipos novos e desconhecidos de microorganismos sem saber as conseqüências, com psicólogos e outros cientistas torturando animais em nome do progresso científico – com todas essas atividades em andamento, parece da máxima urgência introduzir padrões “ecoéticos” na ciência.

Geralmente, não se reconhece que os valores não são periféricos à ciência e à tecnologia, mas constituem sua própria base e força motriz. Durante a revolução cientifica no século XVII, os valores eram separados dos fatos, e desde essa época tendemos a acreditar que os fatos científicos são independentes daquilo que fazemos, e são, portanto, independentes de nossos valores. Na realidade, os fatos científicos emergem de toda uma constelação de percepções, valores e ações humanos – em uma palavra, emergem de um paradigma – dos quais não podem ser separados. Embora grande parte das pesquisas detalhadas possa não depender explicitamente do sistema de valores do cientista, o paradigma mais amplo, em cujo âmbito essa pesquisa é desenvolvida, nunca será livre de valores. Portanto os cientistas são responsáveis pelas suas pesquisas não apenas intelectual mas também moralmente. Dentro do contexto da ecologia profunda, a visão segundo a qual esses valores são inerentes a toda natureza viva está alicerçada na experiência profunda, ecológica, ou espiritual, de que a natureza e o eu são um só. Essa expansão do eu até a identificação com a natureza é a instrução básica da ecologia profunda, como Arne Naess claramente reconhece:

“O cuidado flui naturalmente se o “eu” é ampliado e aprofundado de modo que a proteção da natureza livre seja sentida e concebida como proteção de nós mesmos. ... assim como não precisamos de nenhuma moralidade para nos fazer respirar... [da mesma forma] se o seu “eu”, no sentido amplo dessa palavra, abraça um outro ser, você não precisa de advertências morais para demonstrar cuidado e afeição... você o faz por si mesmo, sem sentir nenhuma pressão moral para fazê-lo. ... Se a realidade é como é experimentada pelo eu ecológico, nosso comportamento, de maneira natural e bela, segue normas de estrita ética ambientalista.”


O que isso implica é o fato de que o vínculo entre uma percepção ecológica do mundo e o comportamento correspondente não é uma conexão lógica, mas psicológica.
A lógica não nos persuade de que deveríamos viver respeitando certas normas, uma vez que somos parte integral da teia da vida. No entanto, se temos a percepção, ou a experiência, ecológica profunda de sermos parte da teia da vida, então ESTAREMOS (em oposição a DEVERÍAMOS ESTAR) inclinados a cuidar de toda natureza viva. De fato, mal podemos deixar de responder dessa maneira.

O vínculo entre ecologia e psicologia, que é estabelecido pela concepção de eu ecológico, tem sido recentemente explorado por vários autores. A ecologista profunda Joanna Macy escreve a respeito do “reverdecimento do eu”; o filósofo Warwick Fox cunhou o termo “psicologia transpessoal”, e o historiador cultural Theodore Rozak utiliza o termo “ecopsicologia” para expressar a conexão profunda entre esses dois campos, os quais, até muito recentemente, eram completamente separados.


MUDANÇA DA FÍSICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA



Chamando a nova visão emergente da realidade de “ecológica” no sentido da ecologia profunda, enfatizamos que a vida se encontra em seu próprio cerne. Este é um ponto importante para a ciência, pois, no velho paradigma, a física foi o modelo e a fonte de metáforas para todas as outras ciências. “toda filosofia é como uma árvore”, escreveu Descartes. “As raízes são a metafísica, o tronco é a física e os ramos são todas as outras ciências.”

A ecologia profunda superou essa metáfora cartesiana. Mesmo que a mudança de paradigma em física ainda seja de especial interesse foi a primeira a ocorrer na ciência moderna, a física perdeu o seu papel como ciência que fornece a descrição mais fundamental da realidade. Entretanto, hoje, isto ainda não é geralmente reconhecido. Cientistas, bem como não cientistas, freqüentemente retêm a crença popular segundo a qual “se você quer realmente saber a explicação última, terá de perguntar a um físico”, o que é claramente uma falácia cartesiana. Hoje, a mudança de paradigma na ciência, em seu nível mais profundo, implica uma mudança da física para as ciências da vida.


Do livro: A TEIA DA VIDA (The Web of Life), do cientista nas áreas de física quântica e ecologia profunda FRITJOF CAPRA

12/01/2008

Example

O Poder tem Medo da Internet



Do jornal Espanhol EL PAIS:

"O poder tem medo da Internet", diz o sociólogo Manuel Castells

Milagros Pérez Oliva


Se alguém estudou as interioridades da sociedade da informação é o sociólogo Manuel Castells (nascido em Hellín em 1942). Sua trilogia "A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura" (editada no Brasil pela editora Paz e Terra) foi traduzida para 23 idiomas. É um dos primeiros cérebros resgatados: voltou à Espanha para dirigir a pesquisa da Universidade Aberta da Catalunha em 2001, depois de ter pesquisado e dado aulas durante 24 anos na Universidade da Califórnia em Berkeley. Uma de suas pesquisas mais recentes é o Projeto Internet Catalunha, no qual durante seis anos analisou, por meio de 15 mil entrevistas pessoais e 40 mil através da rede, as mudanças que a Internet introduz na cultura e na organização social. Ele também acaba de publicar, com Marina Subirats, "Mujeres y hombres, ¿un amor imposible?" (Alianza Editorial), no qual aborda as conseqüências dessas mudanças.

El País - Esta pesquisa mostra que a Internet não favorece o isolamento, como muitos crêem, e sim que as pessoas que mais batem papo são as mais sociáveis.

Manuel Castells - Sim. Para nós não é nenhuma surpresa. A surpresa é que esse resultado tenha sido uma surpresa Há pelo menos 15 estudos importantes no mundo que dão esse mesmo resultado.

EP - Por que acredita que a idéia contrária se propagou com sucesso?

Castells - Os meios de comunicação têm muito a ver. Todos sabemos que as más notícias são mais notícia. Você utiliza a Internet e seus filhos também; mas é mais interessante acreditar que ela está cheia de terroristas, de pornografia... Pensar que é um fator de alienação vem a ser mais interessante do que dizer: a Internet é a extensão da sua vida. Se você é sociável, será mais sociável; se não é, a Internet o ajudará um pouco, mas não muito. Os meios de comunicação são de certo modo a expressão do que a sociedade pensa: a questão é por que a sociedade pensa assim.

EP - Por medo do novo?

Castells - Exatamente. Mas medo de quem? A velha sociedade da nova, os pais de seus filhos, as pessoas que têm o poder ancorado em um mundo tecnológico, social e culturalmente antigo, em relação ao que lhes vem por cima, que não entendem nem controlam e que percebem como um perigo, que no fundo é. Porque a Internet é um instrumento de liberdade e de autonomia, quando o poder sempre se baseou no controle das pessoas, através da informação e da comunicação. Mas isso está acabando, porque a Internet não pode ser controlada.

EP - Vivemos em uma sociedade em que a gestão da visibilidade na esfera pública midiática, como a define John J. Thompson, se transformou na principal preocupação de qualquer instituição, empresa ou organismo Mas o controle da imagem pública exige meios que sejam controláveis, e se a Internet não o é...

Castells - Não é, e isso explica por que os poderes têm medo da Internet. Estive em não sei quantas comissões assessoras de governos e instituições internacionais nos últimos 15 anos, e a primeira pergunta que os governos sempre fazem é: como podemos controlar a Internet? A resposta é sempre a mesma: não podem. Pode haver vigilância, mas não controle.

EP - Se a Internet é tão determinante na vida social e econômica, seu acesso pode ser o principal fator de exclusão?
Castells - Não, o mais importante continuará sendo o acesso ao trabalho e à carreira profissional, e, antes, o nível educacional, porque sem educação a tecnologia não serve para nada. Na Espanha a chamada divisão digital é uma questão de idade. Os dados são muito claros: entre os maiores de 55 anos, só 9% são usuários da Internet, mas entre os menores de 25 anos são 90%.

EP - Então é só uma questão de tempo?
Castells - Quando minha geração tiver desaparecido não haverá divisão digital no acesso. Mas na sociedade da Internet o complicado não é saber navegar, mas saber aonde ir, onde buscar o que se quer encontrar e o que fazer com o que se encontra. Isso exige educação. Na realidade, a Internet amplia a mais antiga lacuna social da história, que é o nível de educação. Que 55% dos adultos não tenham completado a educação secundária na Espanha é a verdadeira divisão digital.

EP - Nessa sociedade que tende a ser tão líquida, na expressão de Zygmunt Bauman, em que tudo muda constantemente e que está cada vez mais globalizada, pode aumentar a sensação de insegurança, de que o mundo se move sob nossos pés?
Castells - Há uma nova sociedade que tentei definir teoricamente com o conceito de sociedade-rede, e que não está muito longe da que Bauman define. Creio que, mais que líquida, é uma sociedade em que tudo está articulado de forma transversal e há menos controle das instituições tradicionais.

EP - Em que sentido?
Castells - Se amplia a idéia de que as instituições centrais da sociedade, o Estado e a família tradicional, já não funcionam. Então todo o nosso chão se move ao mesmo tempo. Primeiro, as pessoas pensam que seus governos não as representam e não são confiáveis. Assim, começamos mal. Segundo, pensam que o mercado vai bem para os que ganham e mal para os que perdem. Como a maioria perde, há uma desconfiança do que a lógica pura e dura do mercado possa proporcionar às pessoas. Terceiro, estamos globalizados; isso quer dizer que nosso dinheiro está em algum fluxo global que não controlamos, que a população está submetida a pressões migratórias muito fortes, de modo que é cada vez mais difícil encerrar as pessoas em uma cultura ou em fronteiras nacionais.

EP - Que papel a Internet desempenha nesse processo?

Castells - Por um lado, ao nos permitir o acesso a toda a informação, aumenta a incerteza, mas ao mesmo tempo é um instrumento chave para a autonomia das pessoas, e isso é algo que demonstramos pela primeira vez em nossa pesquisa. Quanto mais autônoma é uma pessoa, mais ela utiliza a Internet. Em nosso trabalho definimos seis dimensões de autonomia e comprovamos que quando uma pessoa tem um forte projeto de autonomia, em qualquer dessas dimensões, utiliza a Internet com freqüência e intensidade muito maiores. E o uso da Internet reforça ao mesmo tempo sua autonomia. Mas, é claro, quanto mais uma pessoa controla sua vida menos confia nas instituições.

EP - E sua frustração pode ser maior devido à distância que há entre as possibilidades teóricas de participação e as que se exercem na prática, que se limitam a votar a cada quatro anos, não acha?

Castells - Sim, há uma enorme defasagem entre a capacidade tecnológica e a cultura política. Muitos municípios implantaram pontos de acesso sem fio, mas se ao mesmo tempo não forem capazes de articular um sistema de participação eles servirão para que as pessoas organizem melhor suas próprias redes, mas não para participar da vida pública. O problema é que o sistema político não está aberto à participação, ao diálogo constante com os cidadãos, à cultura da autonomia, e portanto essas tecnologias só distanciam ainda mais a política dos cidadãos.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

By Susie Sun - Photoshop Work & Photos


Scan Online:

Real Time Virus Repporting:

Virus Info:

Virus Map:

ZEITGEIST : ACORDE!

ver em tela ampliada clike no quadrado no menu abaixo do filme ou no google: Link : ZEITGEIST LEGENDADO Para quem está percebendo que o sistema como se encontra não é mais adequado e para os que desejam despertar ou estão despertando, este filme é uma excelente luz inicial para uma diferente direção (LEGENDADO EM PORTUGUÊS).

Buddha Bar - Rumi Poem by Deepak Chopra and Demi Moore

Fractal Soul (Susie Sun) - Voice by Bruce A. Mc Mahon

MINHA ALMA FRACTAL - Susie Sun

UNIVERSOS PARALELOS - Emocionante filme científico - BBC

ZEITGEIST


Filme Imperdível! Básico pra quem se considera "pensante" e está insatisfeito com a posição de simples gado, tem solução sim!(legendado em Porutuguês)



Endereço do site (na entrada, no menu inferior você pode escolher o idioma que deseja ler). Clique no link abaixo ou copie na barra de seu navegador:
http://www.thezeitgeistmovement.com/

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Às portas de uma nova percepção - O PONTO DE MUTAÇÃO

VERDADE, ILUSÃO OU MENTIRA ?


A Desert Rose

Desert Roses

Desert Roses
http://www.youtube.com/watch?v=WVuY9u-G26k