Quem sou eu
10/05/2008
09/05/2008
08/05/2008
07/05/2008
Vincent (Starry Starry Night) Don McLean
Sou apaixonada pela obra "Starry Night" de Van Gogh, e Don McLean criou uma música lindíssima, pura poesia e a melodia toca fundo o coração, sobre Van Gogh, inspirado na tela "Starry Night", segue a tradução que está original no vídeo acima com suas telas.
Vincent (tradução)
Don McLean
Noite estrelada
Pinte suas cores de azul e cinza
Olhe os dias de verão
Com olhos que conhecem a escuridão da minha alma
Sombras nas colinas
Desenhe as árvores e os narcisos
Sinta a brisa e os arrepios de inverno
Em cores na terra de neve
Agora eu entendo
O que você tentou me dizer
E como você sofreu por sua sanidade
E como você tentou os libertar
Eles não queriam ouvir
Eles não sabiam como
Talvez eles te ouçam agora
Noite estrelada
Flores em fogo com chamas brilhantes
Nuvens que giram em uma roxa neblina
Refletem nos olhos azuis de Vincent
Cores mudando de tom
Campos matutinos de grãos âmbar
Rostos cansados com dor
São acalmados pelas mãos afetuosas do artista
Agora eu entendo
O que você tentou me dizer
E como você sofreu por sua sanidade
E como você tentou os libertar
Eles não queriam ouvir
Eles não sabiam como
Talvez eles te ouçam agora
Porque eles não podiam te amar
Mas mesmo assim seu amor era verdadeiro
E quando não havia mais esperança
Naquela noite estrelada
Você tirou sua propria vida, como amantes geralmente fazem
Mas eu poderia ter te falado Vincent
Esse mundo nunca foi um bom lugar pra pessoas tão bonitas como você
Noite estrelada
Retratos pendurados em paredes vazias
Cabeças sem porta-retratos em paredes sem nomes
Com olhos que observam o mundo e não esquecem
Como os estranhos que você conheceu
Os homens acabados, com roupas rasgadas
O espinho prateado de rosas sangrentas
Está esmagado e quebrado, na neve virgem
Agora eu acho que sei
O que você tentou me dizer
E como você sofreu por sua sanidade
E como você tentou os libertar
Eles não queriam ouvir
Ainda não estão ouvindo
Talvez nunca ouvirão
06/05/2008
Conto do Sonho de Cristal

Um sonho de cristal
espatifado em mil pedaços
a nau da tristeza conduz
no imenso oceano d´alma
tempestades do coração
enfrentadas com bravura
ao ritmo de Carmina Burana
entre lágrimas e suores noturnos
desesperança enfraquece
a condução da nau
podendo afundar
na falta de sentido
a noite da alma longa se faz
perspectiva não se faz alvorecer
a tempestade se vai
reina absoluto o obscuro silêncio
olhos buscam respostas
vasculham o firmamento da alma
à procura do rumo perdido
apontado por reluzentes estrelas
e lá estão elas
surgindo uma a uma
lentamente
num multicolor arco-íris
o olhar paulatinamente se recupera
tornando-se lúcido de vida
fita estarrecido ao descobrir
em cada estrela um estilhaço de cristal
A nau encontra seu rumo
aporta num novo continente
onde alvorece o dia
sob o céu multicolor como um vitral
o que dantes fora um sonho de cristal
estilhaçado em mil pedaços
vencidas as tempestades e desesperanças
agora reagrupados pedaços organizados
sob a benção do céu de vitral
novas cores e tons
a serem vividos e aventurados
nos passos firmes junto ao caminho
e assim o vitral ensina
sonhos passam por transformações
porque precisamos primeiro
ficar do tamanho dos nossos sonhos...
...ensina a jamais desistirmos do caminho
só assim o caminho nos conduzirá
exatamente onde nossas almas desejam
mas não antes de todas necessárias transformações
afinal um vitral é muito mais bonito
rico e vibrante em todas nuances
do que um transparente pedaço de vidro
grosso ou fino como cristal.
(Susie Sun)
05/05/2008
Para o meu Coração

Para o meu coração basta o teu peito,
para tua liberdade as minhas asas.
Da minha boca chegará até o céu
o que dormia sobre a sua alma.
És em ti a ilusão de cada dia.
Como o orvalho tu chegas às corolas.
Minas o horizonte com a tua ausência.
Eternamente em fuga como a onda.
Eu disse que no vento ias cantando
os pinheiros e como os mastros.
Como ele tu és alta e taciturna.
E ficas logo triste, como uma viagem.
Acolhedora como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Eu acordei e às vezes emigram e fogem pássaros
que dormiam na tua alma.
(Pablo Neruda)
Nós, como Casebre ou Palácio

(Vincent Van Gogh)
Como é importante termos no decorrer de nossas vidas conexões de verdadeiro e profundo afeto ou amor, para podermos nos construir como indivíduos, já que também somos constituídos da argamassa desses, pois sozinhos somos casebres, juntos podemos nos tornar belíssimos palácios.
(Susie Sun)
Vincent Van Gogh

... Mas involuntariamente sou levado a crer que a melhor maneira de conhecer Deus é amar muito. Ame tal amigo, tal pessoa, tal coisa, o que quiser, e você estará no bom caminho para depois saber mais, eis o que eu digo a mim mesmo. Mas é preciso amar com uma grande e séria simpatia íntima, com vontade, com inteligência, e é preciso sempre procurar saber mais, melhor e mais. Isto conduz a Deus, isto conduz à fé inabalável…
(Vincent Van Gogh)
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